Mar!...
Fosse Veleiro
Deslizava em teu corpo.
Seguia corrente
Confiando destino.
Serpenteava rochedos,
Mareava deserto
Saboreando tua calma.
Âncora lançava
Tocando tua pele
Sentindo desejo.
Prendido a ti
Contemplava Coral
Reino de Neptuno.
Vida multicolor
Habitante em ti
Abraçava meu casco.
Estrelas do céu
Reflectiam no teu olhar.
Sol… Aurora, Ocaso,
Acaso, nascia, adormecia para nós…
Mar!...
Ira enfrentaria em tuas vagas,
Cócegas suportaria quando picado.
Mas quando entrasses em mim, Mar…
Meu amor entregaria,
Não resistiria…
Em tuas profundezas
Contigo viveria.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Brincadeira de S. João
O espaço que se segue, é uma pequena brincadeira, entre dois twitters. Muitos não vão compreender o sentido das quadras e muito menos o porquê de certos termos, desde já as minhas desculpas, mas tinha mesmo de colocar isto aqui.
Já não havia Manjerico
Florista de má onda
Para a pequena Magui
Para tratar bem dele
Não precisas de bigode
Nem colocar roxa a pele
Para gerar pagode
O aroma perfumado
Deste lindo manjericão
Só pode ser sentido
Por belo coração
Em nome do Verdusco
Recebe estas quadras
Não é que seja cusco
Mas… e as alfinetadas?
Nota: Teve de ser Manjericão. Isto foi feito à pressa e para rimar com manjerico só me surgia mico e penico LOL
Já não havia Manjerico
Florista de má onda
Para a pequena Magui
Não vai songa-monga
Verdusco brincalhão
Em dia de S. João
Querias o euro milhão!?
Dei-te um manjericão
Eu avisei ou não?
Twittaste e vais ter
Lindo manjericão
Que não há-de morrer
Para tratar bem dele
Não precisas de bigode
Nem colocar roxa a pele
Para gerar pagode
O aroma perfumado
Deste lindo manjericão
Só pode ser sentido
Por belo coração
Em nome do Verdusco
Recebe estas quadras
Não é que seja cusco
Mas… e as alfinetadas?
Nota: Teve de ser Manjericão. Isto foi feito à pressa e para rimar com manjerico só me surgia mico e penico LOL
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Nada (tudo) tenho para te dar
Nada tenho para te dar…
Amor, ternura, paixão… É só.
Fazer de ti, centro de minha vida… É tudo.
Não queres!... Queres mais…
Nada disto!… Sei...
Sentimentos!
Sentir teu coração falar!
Mudo! Nada!
Nem sequer o bater.
Não sou quem queres que seja… Talvez sim.
Queres mais…
Minha, tua vida
Meu estatuto, amar-te…
Queres outro!?...
Não tenho!... Talvez tenha.
Minha prioridade!? Fazer-te feliz,
Sorrir… dia, noite, uma vida.
A Tua!?... Obscura, sombria… negra.
Tenho tudo para te dar
Mas não dou
Nem darei
Amor, ternura, paixão… É só.
Fazer de ti, centro de minha vida… É tudo.
Não queres!... Queres mais…
Nada disto!… Sei...
Sentimentos!
Sentir teu coração falar!
Mudo! Nada!
Nem sequer o bater.
Não sou quem queres que seja… Talvez sim.
Queres mais…
Minha, tua vida
Meu estatuto, amar-te…
Queres outro!?...
Não tenho!... Talvez tenha.
Minha prioridade!? Fazer-te feliz,
Sorrir… dia, noite, uma vida.
A Tua!?... Obscura, sombria… negra.
Tenho tudo para te dar
Mas não dou
Nem darei
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Voar
Quero voar!
Saltar do cume mais alto
Descer a pique o desfiladeiro
Planar sobre o rio.
Voar!
Sentir o ar a trespassar
Chão a aproximar
Queda sustentada
Pelas asas do teu Ser.
Quero Voar!
Até ti que me iluminas
Amparas o cansaço
E a sede me matas.
Voar!
Para lá do horizonte
Onde o EU não existe
E o TU não me espera.
Quero Voar...
Sonhar…
Sentir que o EU e o TU
Coabitam no mesmo voo.
E juntos voam…
Deixando o passado
Sobrevoando terra e mar
Procurando o futuro.
Não quero mais voar
Não quero mais sonhar
Apenas e tão só…
Em Paz, o NÓS, Viver.
Saltar do cume mais alto
Descer a pique o desfiladeiro
Planar sobre o rio.
Voar!
Sentir o ar a trespassar
Chão a aproximar
Queda sustentada
Pelas asas do teu Ser.
Quero Voar!
Até ti que me iluminas
Amparas o cansaço
E a sede me matas.
Voar!
Para lá do horizonte
Onde o EU não existe
E o TU não me espera.
Quero Voar...
Sonhar…
Sentir que o EU e o TU
Coabitam no mesmo voo.
E juntos voam…
Deixando o passado
Sobrevoando terra e mar
Procurando o futuro.
Não quero mais voar
Não quero mais sonhar
Apenas e tão só…
Em Paz, o NÓS, Viver.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Esperança
Nublado!...
Hei-de assoprar nuvens que pairam no céu.
Persistentemente enquanto tiver fôlego.
No final, esperarei...
Que o Sol volte a brilhar
E tu a sorrir.
Mesmo no céu mais carregado e sem a ajuda do vento, acredito sempre na luminosidade e no aparecimento dos raios de Sol. Acredita TU também...
Hei-de assoprar nuvens que pairam no céu.
Persistentemente enquanto tiver fôlego.
No final, esperarei...
Que o Sol volte a brilhar
E tu a sorrir.
Mesmo no céu mais carregado e sem a ajuda do vento, acredito sempre na luminosidade e no aparecimento dos raios de Sol. Acredita TU também...
segunda-feira, 31 de maio de 2010
No descampado...
Sol brilha…
Crianças brincam na praia, construindo castelos de areia que a maré ao subir irá desmoronar. Chapinham no mar azul, onde um dia hão-de nadar.
Outras, brincam no descampado mais próximo de suas casas, construindo castelos de entulho, sem ninguém se importar. O Mar, nunca viram, nadar é verbo que não sabem conjugar.
Chuva cai…
Crianças, protegidas da intempérie, assistem no ecrã do cinema à animação mais recente. Irá permitir-lhes renovar o super-herói preferido. Até um próximo surgir e a moda mudar.
No descampado enlameado, brincam no vão das escadas. A fita de cinema é rodada pelos próprios. Os heróis são os de antigamente. As novidades, só mais tarde irão descobrir, por os verem em todo lado, menos na tela.
Toca a campainha…
Crianças fardadas saem das viaturas dos pais e entram na escola. Sonham ser doutores, engenheiros, investigadores. Sonham aquilo que os pais são, ou simplesmente lhes impõem. O companheirismo dá lugar, à luta pela excelência. A luta de se ser o primeiro é mais forte que a amizade.
O descampado está vazio. Seus “donos” caminham a pé, sozinhos, até à escola. O sonho mais alto é ser futebolista ou modelo. O sucesso significa apenas e tão só, ser capa de revista e aparecer na TV. Tudo o resto está carimbado como “impossível”. Nunca deixaram de ser e funcionar como grupo. A amizade, para o bem e para o mal há-de sempre prevalecer.
A vida dá uma volta…
Anos passam…
Crianças crescem e tornam-se adultos. Fizeram… Fizeram-lhes seu destino, são hoje imagem de suas vidas. Algumas, perdem-se no meio dos sonhos, outras, agradecem a dádiva que lhes cruzou o caminho.
No descampado povoam doutores, engenheiros e tudo mais. Dependentes de algo que os domina, vagueiam procurando sustento para o vício, muito antes de alimento. Escorridos de casa, abandonados pela família fazem do entulho seu castelo, que aprenderam a fazer com areia. Seu mundo desabou.
Não estão sós…
No descampado surge gente, que ali brincou.
No descampado surge gente que não sabia o que era sonhar, nem nunca se fardou.
No descampado surgem os que tão bem conhecem o terreno. Pouco ou nada interessa sua profissão, apenas que vingaram em algo e superaram o obstáculo que a vida lhes deu.
No descampado, são estes, que outrora foram seus “donos” e desprezados por uma sociedade, que surgem para dar apoio, mão amiga e alguma dignidade. Voluntários e solidários.
Novas vidas vão nascer, amizades sedimentadas e humildade no agradecimento profundo. Outras sem destino, sem forças, acabam estendidas…
É no descampado que se vê, de que é feito o Ser Humano.
Mas no descampado… ainda há crianças a construir castelos de entulho e outras fardadas passam, ignorando seu destino, acompanhadas e moldadas por seus pais.
Crianças brincam na praia, construindo castelos de areia que a maré ao subir irá desmoronar. Chapinham no mar azul, onde um dia hão-de nadar.
Outras, brincam no descampado mais próximo de suas casas, construindo castelos de entulho, sem ninguém se importar. O Mar, nunca viram, nadar é verbo que não sabem conjugar.
Chuva cai…
Crianças, protegidas da intempérie, assistem no ecrã do cinema à animação mais recente. Irá permitir-lhes renovar o super-herói preferido. Até um próximo surgir e a moda mudar.
No descampado enlameado, brincam no vão das escadas. A fita de cinema é rodada pelos próprios. Os heróis são os de antigamente. As novidades, só mais tarde irão descobrir, por os verem em todo lado, menos na tela.
Toca a campainha…
Crianças fardadas saem das viaturas dos pais e entram na escola. Sonham ser doutores, engenheiros, investigadores. Sonham aquilo que os pais são, ou simplesmente lhes impõem. O companheirismo dá lugar, à luta pela excelência. A luta de se ser o primeiro é mais forte que a amizade.
O descampado está vazio. Seus “donos” caminham a pé, sozinhos, até à escola. O sonho mais alto é ser futebolista ou modelo. O sucesso significa apenas e tão só, ser capa de revista e aparecer na TV. Tudo o resto está carimbado como “impossível”. Nunca deixaram de ser e funcionar como grupo. A amizade, para o bem e para o mal há-de sempre prevalecer.
A vida dá uma volta…
Anos passam…
Crianças crescem e tornam-se adultos. Fizeram… Fizeram-lhes seu destino, são hoje imagem de suas vidas. Algumas, perdem-se no meio dos sonhos, outras, agradecem a dádiva que lhes cruzou o caminho.
No descampado povoam doutores, engenheiros e tudo mais. Dependentes de algo que os domina, vagueiam procurando sustento para o vício, muito antes de alimento. Escorridos de casa, abandonados pela família fazem do entulho seu castelo, que aprenderam a fazer com areia. Seu mundo desabou.
Não estão sós…
No descampado surge gente, que ali brincou.
No descampado surge gente que não sabia o que era sonhar, nem nunca se fardou.
No descampado surgem os que tão bem conhecem o terreno. Pouco ou nada interessa sua profissão, apenas que vingaram em algo e superaram o obstáculo que a vida lhes deu.
No descampado, são estes, que outrora foram seus “donos” e desprezados por uma sociedade, que surgem para dar apoio, mão amiga e alguma dignidade. Voluntários e solidários.
Novas vidas vão nascer, amizades sedimentadas e humildade no agradecimento profundo. Outras sem destino, sem forças, acabam estendidas…
É no descampado que se vê, de que é feito o Ser Humano.
Mas no descampado… ainda há crianças a construir castelos de entulho e outras fardadas passam, ignorando seu destino, acompanhadas e moldadas por seus pais.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Acordo pela manhã
Acordo pela manhã. Raios de Sol entram pela janela anunciando a Primavera. Sim! Um dia belo. Olho para o lado e tu estás lá. Como é bom sentir, ver, alguém que nos escuta e dá mimo.
Na rua, pássaros cantam, movimentando-se de um lado para outro em busca de comida ou quem sabe, de algo para o ninho. Flores no seu esplendor dão mais vida e cor aos jardins. Tudo é belo e bonito quando estás junto a mim. És minha Primavera, árvore em flor, andorinha esvoaçante em busca de calor, rouxinol cantante em meus ouvidos. Sentir tua presença, é tudo que peço. Nada mais…
Acordo pela manhã. Luz do relâmpago entra pela janela a anunciar o Inverno. Sim! Um dia menos belo. Olho para o lado e não estás lá. Como é triste sentir tua ausência. Não ter quem nos escute ou nos dê afecto.
Na rua, chuva cai forte, levada a vento e ao som do trovão. Folhas vagueiam de um lado para o outro sem destino aparente. Tudo perde encanto quando não estás junto a mim. És meu Inverno, ave polar em busca de frio, uivo de lobo à procura de conflito. Sentir tua ausência, é tudo que não quero. Nada mais…
Acordo pela manhã. Luz da vida entra pela janela, venha ela de onde vier. Sim! Um dia é sempre belo. Que importa estação do ano, ter ou não alguém por perto naquele instante. Longínquo ou do outro lado da rua, importante é estar lá. Existir! Sabermos de sua existência.
Na rua, tanto o Sol como a chuva são dignas de bons momentos. Que valor podíamos dar a um sem a existência de outro!? Cada um vale por si só e no entanto, trabalham juntos em prol do nosso habitat. Tudo ganha encanto, quando assim é. Estando junto a mim, maior será, na sua ausência o encanto não se perde, com a saudade… ganha mais valor.
Acordo pela manhã. AMIZADE!... É tão bom saber da tua existência…
Na rua, pássaros cantam, movimentando-se de um lado para outro em busca de comida ou quem sabe, de algo para o ninho. Flores no seu esplendor dão mais vida e cor aos jardins. Tudo é belo e bonito quando estás junto a mim. És minha Primavera, árvore em flor, andorinha esvoaçante em busca de calor, rouxinol cantante em meus ouvidos. Sentir tua presença, é tudo que peço. Nada mais…
Acordo pela manhã. Luz do relâmpago entra pela janela a anunciar o Inverno. Sim! Um dia menos belo. Olho para o lado e não estás lá. Como é triste sentir tua ausência. Não ter quem nos escute ou nos dê afecto.
Na rua, chuva cai forte, levada a vento e ao som do trovão. Folhas vagueiam de um lado para o outro sem destino aparente. Tudo perde encanto quando não estás junto a mim. És meu Inverno, ave polar em busca de frio, uivo de lobo à procura de conflito. Sentir tua ausência, é tudo que não quero. Nada mais…
Acordo pela manhã. Luz da vida entra pela janela, venha ela de onde vier. Sim! Um dia é sempre belo. Que importa estação do ano, ter ou não alguém por perto naquele instante. Longínquo ou do outro lado da rua, importante é estar lá. Existir! Sabermos de sua existência.
Na rua, tanto o Sol como a chuva são dignas de bons momentos. Que valor podíamos dar a um sem a existência de outro!? Cada um vale por si só e no entanto, trabalham juntos em prol do nosso habitat. Tudo ganha encanto, quando assim é. Estando junto a mim, maior será, na sua ausência o encanto não se perde, com a saudade… ganha mais valor.
Acordo pela manhã. AMIZADE!... É tão bom saber da tua existência…
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