Tejo!...
Que ouves meu desabafo
Frases soltas, palavras
Que mais ninguém quer escutar.
Que abraças minha alma
Ferida, angustiada
Deste mundo que não o meu.
Tejo!...
Vejo no teu ondular
Padrão de tuas vestes
Dançando para mim
Reanimando meu Ser.
No bater junto ao cais
Na melodia de tua voz
Acato teus conselhos
Orquestrados para mim.
Cacilheiro, catamarã
Veleiro, canoa
Deslizam em teu corpo
Em tela de Lisboa
Que pintas para mim.
Corro tuas margens
Acompanhando teu caminho
Debruço-me sobre ti
Salpicas meu rosto
Em gesto de carícia.
Tejo!...
Para onde vais!?
Na corrente de tuas águas
Leva meu coração
Saudoso de paixão.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Fado
Pé ante pé
Subimos a Sé.
Acenamos António
Casamenteiro Santo
Destino Alfama
Bairro, marcha
Velha Lisboa.
Becos, pátios, ruelas
Almas perdidas
Severas, marceneiros
Negras vestes.
Local de pasto!?
Marquês da Sé
Iluminada vela
Sala meia-luz
Brilha teu olhar…
Ofuscas artistas.
Faz-se silêncio…
Entre cada sorriso teu…
Cantam alegria,
Prazer, felicidade.
Tristeza, saudade
Comoção
Na despedida.
Toca a viola,
Trina a guitarra
Que chama por nós
E acompanha
Meu, teu
Este que é
Nosso fado.
Subimos a Sé.
Acenamos António
Casamenteiro Santo
Destino Alfama
Bairro, marcha
Velha Lisboa.
Becos, pátios, ruelas
Almas perdidas
Severas, marceneiros
Negras vestes.
Local de pasto!?
Marquês da Sé
Iluminada vela
Sala meia-luz
Brilha teu olhar…
Ofuscas artistas.
Faz-se silêncio…
Entre cada sorriso teu…
Cantam alegria,
Prazer, felicidade.
Tristeza, saudade
Comoção
Na despedida.
Toca a viola,
Trina a guitarra
Que chama por nós
E acompanha
Meu, teu
Este que é
Nosso fado.
terça-feira, 22 de março de 2011
Andorinha
Andorinha
Da Primavera
Serpenteia Douro rio
Bebe de suas águas
Vem juntar teu voar
As garças, gaivotas
Pombos
Que habitam suas margens
E ao meu caminhar.
Andorinha
Doce Ser
Nidifica junto à foz
Onde Mar
Namora rio
Pousa, descansa
Reflecte
Em São Miguel – o Anjo
Que protege passantes
Ilumina navegantes
E abraça minha alma
Que longe chora
Distancia.
Sobrevoa Cantareira
Mira barcos, botes
Pesqueiros
Redes que trazem
Alimento
Artefactos de uma vida
Saboreia chegada
De um regresso
Desejado.
Silêncio de palavras
Beijo, abraço
Perdidos, ganhos
Nas asas
De um voar
Que se quer
Mais Além.
Voa, plana
No Marégrafo
Como vão
As marés!?
Ondas entram na barra
Bate meu coração
Sinaliza os momentos
Desta nossa paixão.
Andorinha
Nesse Forte
Contempla
Doces salgadas águas
Que salpicam
Pescadores
Embalam
Meu olhar
No embarcar
De teu sorriso.
Partida anunciada
Lágrimas
Correm meu rosto
Andorinha…
Que saudade.
Da Primavera
Serpenteia Douro rio
Bebe de suas águas
Vem juntar teu voar
As garças, gaivotas
Pombos
Que habitam suas margens
E ao meu caminhar.
Andorinha
Doce Ser
Nidifica junto à foz
Onde Mar
Namora rio
Pousa, descansa
Reflecte
Em São Miguel – o Anjo
Que protege passantes
Ilumina navegantes
E abraça minha alma
Que longe chora
Distancia.
Sobrevoa Cantareira
Mira barcos, botes
Pesqueiros
Redes que trazem
Alimento
Artefactos de uma vida
Saboreia chegada
De um regresso
Desejado.
Silêncio de palavras
Beijo, abraço
Perdidos, ganhos
Nas asas
De um voar
Que se quer
Mais Além.
Voa, plana
No Marégrafo
Como vão
As marés!?
Ondas entram na barra
Bate meu coração
Sinaliza os momentos
Desta nossa paixão.
Andorinha
Nesse Forte
Contempla
Doces salgadas águas
Que salpicam
Pescadores
Embalam
Meu olhar
No embarcar
De teu sorriso.
Partida anunciada
Lágrimas
Correm meu rosto
Andorinha…
Que saudade.
terça-feira, 15 de março de 2011
Porque digo... BASTA!!
Ontem, 15 de Março, José Sócrates falou ao país. E falou como gosta, protagonista na tela dos “telejornais” das 20h. Mas falhou num aspecto: não disse o que os portugueses gostavam de ouvir. Mais uma vez, falou para o seu umbigo, com arrogância, para defender sua imagem e culpar terceiros da situação do país.
BASTA! A nossa crise económica é muito mais antiga que a crise internacional, de que tanto culpa. Esta só veio acelerar o ritmo e servir de desculpa para o desgoverno dos últimos anos.
BASTA! PEC`s e mais PEC`s que não trazem estabilidade nem crescimento. Só a falência de pequenas e médias empresas e o avolumar das classes sociais mais baixas.
BASTA! De fazer festa de cumprimento do défice, quando se sabe que só o atingiram graças a artimanhas contabilísticas e ao aumento de impostos, porque a despesa continua a crescer…
BASTA! De “roubar” quem trabalha e quem quer trabalhar com subidas vertiginosas de impostos e taxas, muita vez mascarados e mal explicados.
BASTA! De pedir mais sacrifícios que não levam a resultado algum. Começámos a apertar o cinto e puseram-nos de tanga. Passámos a ser prostitutas de um governo proxeneta, que no final do mês quer tudo que ganhámos com nosso suor, para continuar a viver à grande.
BASTA! De pedir a quem trabalhou uma vida que pague os custos de tanto desbaratamento do erário publico.
BASTA! De culpar a oposição de querer instabilidade politica, quando é o governo que cria as condições para tal. Não fala com a oposição, não comunica com o Presidente da Republica, toma as medidas que quer e só depois da “sopa” feita é que diz estar aberto a ouvir propostas.
BASTA! De culpar o Presidente da Republica de querer dividir os portugueses, quando foi o próprio governo quem os dividiu.
BASTA! Desta instabilidade politica, económica e social que assolou Portugal. Está na hora da oposição tomar as rédeas e não ter medo de eleições. Há que mudar o rumo do pais, mais que criticar há que ter coragem. Esperar mais para quê!? Já batemos no fundo e é nesta altura que se vê quem é capaz de levantar Portugal deste KO técnico, onde o crescimento, desenvolvimento, estabilidade, igualdade nas oportunidades se deseja.
Por muito menos, Sampaio dissolveu o Parlamento e “correu” com Santana Lopes. “Há mais vida para além do défice” dizia o senhor… Alguém já lhe perguntou onde anda, nestes últimos anos, a VIDA!? O défice passou a comandar…
BASTA! De dizer que está tudo sob controlo, no bom caminho e que não precisamos de ajuda, quando todas as semanas pedimos ajuda externa a juros insuportáveis que rondam os 7% e 8%.
BASTA! Do Estado viver acima das suas possibilidades, à custa do Zé Povinho.
BASTA! De austeridade para cobrir incompetências e falhanços.
BASTA! Deste esticar de corda entre Governo e oposição, entre Governo e Presidência da Republica.
Quero que a corda estique de vez e que parta. BASTA de ser espezinhado.
Não gosto, nem quero revoluções. Quero eleições antecipadas já!
Em Democracia, há que viver com as vitorias e com as derrotas políticas. Não se pode pedir eleições, sempre que não se gosta de um governo. O PSD já comunicou que não viabilizará as medidas agora anunciadas. Não é preciso ser comentador político ou politólogo para saber que o governo está a prazo e que não vai acabar a legislatura. E adiar o que é inevitável, só agravará ainda mais o estado do País.
Por alguma razão, o Governo não apresenta uma Moção de Confiança.
Por alguma razão, não se apresentam Moções de Censura com carácter sério.
Em ambos os casos, a palavra MEDO está presente. Medo de perder o poder e medo de chegar ao poder no estado em que isto está. Não podemos continuar a viver num país assim.
Está na mão do Senhor Presidente da Republica dar voz ao povo, à sociedade em geral, acabar com este regabofe e dissolver a Assembleia da Republica.
Não podemos hipotecar o pouco que nos resta, esperando que o governo caia de podre.
Basta! Desta pré-campanha eleitoral em que entrámos e que esbanja o dinheiro dos contribuintes
Eleições JÁ!
BASTA! A nossa crise económica é muito mais antiga que a crise internacional, de que tanto culpa. Esta só veio acelerar o ritmo e servir de desculpa para o desgoverno dos últimos anos.
BASTA! PEC`s e mais PEC`s que não trazem estabilidade nem crescimento. Só a falência de pequenas e médias empresas e o avolumar das classes sociais mais baixas.
BASTA! De fazer festa de cumprimento do défice, quando se sabe que só o atingiram graças a artimanhas contabilísticas e ao aumento de impostos, porque a despesa continua a crescer…
BASTA! De “roubar” quem trabalha e quem quer trabalhar com subidas vertiginosas de impostos e taxas, muita vez mascarados e mal explicados.
BASTA! De pedir mais sacrifícios que não levam a resultado algum. Começámos a apertar o cinto e puseram-nos de tanga. Passámos a ser prostitutas de um governo proxeneta, que no final do mês quer tudo que ganhámos com nosso suor, para continuar a viver à grande.
BASTA! De pedir a quem trabalhou uma vida que pague os custos de tanto desbaratamento do erário publico.
BASTA! De culpar a oposição de querer instabilidade politica, quando é o governo que cria as condições para tal. Não fala com a oposição, não comunica com o Presidente da Republica, toma as medidas que quer e só depois da “sopa” feita é que diz estar aberto a ouvir propostas.
BASTA! De culpar o Presidente da Republica de querer dividir os portugueses, quando foi o próprio governo quem os dividiu.
BASTA! Desta instabilidade politica, económica e social que assolou Portugal. Está na hora da oposição tomar as rédeas e não ter medo de eleições. Há que mudar o rumo do pais, mais que criticar há que ter coragem. Esperar mais para quê!? Já batemos no fundo e é nesta altura que se vê quem é capaz de levantar Portugal deste KO técnico, onde o crescimento, desenvolvimento, estabilidade, igualdade nas oportunidades se deseja.
Por muito menos, Sampaio dissolveu o Parlamento e “correu” com Santana Lopes. “Há mais vida para além do défice” dizia o senhor… Alguém já lhe perguntou onde anda, nestes últimos anos, a VIDA!? O défice passou a comandar…
BASTA! De dizer que está tudo sob controlo, no bom caminho e que não precisamos de ajuda, quando todas as semanas pedimos ajuda externa a juros insuportáveis que rondam os 7% e 8%.
BASTA! Do Estado viver acima das suas possibilidades, à custa do Zé Povinho.
BASTA! De austeridade para cobrir incompetências e falhanços.
BASTA! Deste esticar de corda entre Governo e oposição, entre Governo e Presidência da Republica.
Quero que a corda estique de vez e que parta. BASTA de ser espezinhado.
Não gosto, nem quero revoluções. Quero eleições antecipadas já!
Em Democracia, há que viver com as vitorias e com as derrotas políticas. Não se pode pedir eleições, sempre que não se gosta de um governo. O PSD já comunicou que não viabilizará as medidas agora anunciadas. Não é preciso ser comentador político ou politólogo para saber que o governo está a prazo e que não vai acabar a legislatura. E adiar o que é inevitável, só agravará ainda mais o estado do País.
Por alguma razão, o Governo não apresenta uma Moção de Confiança.
Por alguma razão, não se apresentam Moções de Censura com carácter sério.
Em ambos os casos, a palavra MEDO está presente. Medo de perder o poder e medo de chegar ao poder no estado em que isto está. Não podemos continuar a viver num país assim.
Está na mão do Senhor Presidente da Republica dar voz ao povo, à sociedade em geral, acabar com este regabofe e dissolver a Assembleia da Republica.
Não podemos hipotecar o pouco que nos resta, esperando que o governo caia de podre.
Basta! Desta pré-campanha eleitoral em que entrámos e que esbanja o dinheiro dos contribuintes
Eleições JÁ!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Por terras alentejanas
Cinco dias no Alentejo com base em Évora, foi o destino de fim-de-semana que decidimos prolongar. Já há muitos anos que não pisava terras alentejanas. A bem dizer, nem me lembrava ao certo quando tinha sido a ultima vez e onde. Fiquei rendido. A paz que se sente naquele território é soberba. Estradas desertas rasgando campos verdes, oliveiras, azinheiras, gado, imagens belas que a visão fotografa e o cérebro guarda para mais tarde recordar.
Verdade que o tempo não ajudou a uma visita mais produtiva no sentido de visitar mais espaços, de fazer mais deslocações no terreno. Mas não foi impeditivo de saborear sua cultura e ao mesmo tempo passar uns belos dias a dois.
Visitámos o esplendor de Évora – Património Cultural da Humanidade. A catedral e seu Claustro, Igreja de S. Francisco e a Capela dos Ossos, o Museu de Évora, a Universidade. A Praça de Giraldo e o Largo Conde Vila Flor, o Largo da Porta de Moura com sua Fonte renascentista e a Janela Manuelina da Casa de Garcia de Resende, o Aqueduto da Agua da Prata, as Ruínas do Templo Romano, o Jardim Público, o que se pode ver do Castelo Velho, já que estava em obras, a Porta de D. Isabel… Andámos pelas ruas e ruelas, dentro da muralha, perdidos e achados à descoberta de sua, nossa história. Decidimos não visitar os monumentos megalíticos ao redor de Évora. Muitos estão em terrenos pouco acessíveis e o tempo não era propício para grandes caminhadas ou para fazer deslocar o carro, onde só o todo-o-terreno se safa. Neste aspecto ficámos pelo Alto de S. Bento. Local onde se tem uma vista panorâmica da cidade e onde explicam os sinais e vestígios pré-históricos daquele local.Levámos a lição bem estudada de casa, sabíamos o que havia para visitar, contudo não deixámos de nos dirigir ao posto de turismo. Atendeu-nos um senhor. Levantou-se de sua cadeira e em cada oportunidade espreguiçava-se, a cada pergunta, respondia atirando um panfleto para cima do balcão “Está aqui…” “Tem aqui…” As respostas, tínhamos de as procurar nos ditos papéis. Parecia um verdadeiro alentejano das anedotas, sem querer ofender este povo. No posto de Turismo, na Praça de Giraldo, Évora é muito mal “vendida”.
A mesma critica se dirige a quem gere a Catedral (parece ser a Igreja). Foram três as tentativas para a visitar. De notar que, o seu complexo, contempla a Catedral em si, o Claustro, a Torre e o Museu de Arte Sacra. O horário é que não serve a todos (Catedral: 9:00 – 12:20 e 14:00 – 16:50; Museu: 9:00 – 11:30 e 14:00 – 16:00 encerrando ao Domingo. Em ambos, ultima entrada meia hora antes do fecho). No primeiro dia demos com a porta fechada. No segundo dia, chegámos 45 minutos antes do fecho ou seja ainda tínhamos 15 minutos para entrar, mas não nos foi permitido. Em conversa disseram-nos que no dia a seguir (segunda-feira) podíamos visitar tudo com excepção do Museu. Assim fizemos e para espanto nosso, além do Museu, também a Torre estava fechada à segunda-feira. Não quisemos arriscar sair da cidade sem visitar um dos seus monumentos. Visitámos o que nos foi permitido: Catedral e Claustro, sem antes deixar bem claro o nosso descontentamento e perguntar quem era o responsável por aquele “(des)governo”. O rapaz já não nos podia ver à frente. Até permitiu que tirássemos fotografias, onde estava bem explicito ser proibido. Mas já que autorizou, toca a fotografar. Para ajudar ao descontentamento, faltou a luz “É normal, daqui a 5 ou 10 minutos já volta” e para ver algumas das capelas… só possível se comprássemos umas chapas que acendiam as luzes.Évora, cidade que transborda cultura, é para ser visitada a pé. E no nosso caso, de guarda-chuva, cachecol, gorro e tudo o mais que permitisse lutar contra a chuva, vento e frio. Para se perder em suas ruas medievais que acabam sempre em algum ponto histórico, mas de carro partimos para outras localidades.
Em Estremoz passeámos pela Porta de Santo António e pela Porta de Santa Catarina e ainda visitámos o Claustro da Misericórdia. Pouco mais, com pena, mas a chuva e o frio eram demais para andar feito turista. O regresso nesse dia foi por Vila Viçosa, onde vimos a fachada do Museu do Mármore e o monumental Palácio.
Em Alqueva, visitámos a barragem, o seu Memorial, vimos o grande lago e andámos em seu redor. Passámos por Mourão, fomos pôr gasóleo a Espanha e dirigimo-nos a Monsaraz. Uma das Vilas mais bonitas, senão “A Mais” de Portugal. A vista é divina, paisagens tiradas de um postal ilustrado e percorrer as suas ruas fortificadas é um privilégio. Poucos saberão como é bonita a Vila de Monsaraz e o que a vista alcança.
No regresso a Lisboa, ainda deu para ir ao Castelo de Arraiolos e apanhar chuva de granizo. Mas chuva de “calhaus”, não valendo o susto foi em plena Ponte Vasco da Gama. De repente o céu ficou negro, deixámos de ver o rio, troveja, cai granizo e os carros automaticamente abrandaram para uns 20 km/h tal era o respeito pelo temporal e pela pouca visibilidade. De meter medo, confesso.
Nestes dias alentejanos e como bons turistas não deixámos de provar algumas iguarias gastronómicas da própria zona. Não nos podemos queixar que comemos mal, antes pelo contrário. Comemos muito bem, só era preciso nos deixarem… É que para aquele povo, almoçar às 14 horas é quase impossível, jantar às 19:30 é cedo e às 22 horas tarde de mais.
De salientar ainda, que conseguimos fazer, nove caches alentejanas, É que isto do geocaching é um vício e acompanha-nos sempre, mas disto escrevo noutro dia.
Amei este passeio e há sítios aos quais queremos voltar. De preferência com melhor tempo, porque isto de “cachar” à chuva… Er!... Porque isto de tirar férias e apanhar SEMPRE chuva, vai ter de acabar :-))
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Bola de Sabão
Desmontei uma caneta. Daquelas, antigas, que formam um tubo perfeito para a ocasião quando desmontada. Juntei sabão à água e molhei sua ponta. Tirei-a da mistura e soprei, soprei… Soprei até me ver envolvido numa bola de sabão. Tinha feito o meu Mundo e nele habitava todo aquele que me estava no coração.
Dentro da bola de sabão reinava a calma, a paz, o silencio… Como se fosse um sonho. Nas suas paredes via constantemente as cores do arco-íris. As sete entrelaçavam-se entre si dando origem a todas as outras. O céu era azul com padrão branco nuvem, os campos eram pintados de todas as tonalidades de verde, manchados pela cor de cada flor. Belas! Eram tantas! Espalhando seu perfume pelo ar… Inspirava aquele aroma, meu oxigénio dentro da bolha. O Mar, ondulava ao ritmo da dança de seus habitantes cuja música era seu rebentar. Límpido, sereno, meu habitat onde mergulhava e convivia com seres de outra espécie.
Stress era palavra que não constava no idioma falado, escrito… Nem medo, nem discriminação, nem adjectivos eram utilizados em comparações. Cada qual era como era… Todos tinham uma função, todos eram importantes, todos faziam falta ou talvez não. Ninguém dependia de ninguém, cada um sabia sua responsabilidade, sem necessidade de a mandar ou fazer cumprir horário.
O Sol, a Lua, as estrelas, guiavam o dia. Harmonia entre o Ser e a Natureza permitia usufruir de algo que não era o Paraíso, mas estava perto. Serras, vales, montes, mares, florestas invioláveis num postal ilustrado que era a Bolha. O poder instituído era o respeito. Nem direitas, nem esquerdas, nem centros, ditaduras, reinados. Subalternos existiam sim, mas fora da Bola de sabão.
Pássaros voavam cantando, pousando no ombro, oferecendo música ambiente ao dia. Sapos coaxavam nas poças da chuva avisando perigo. Borboletas, libelinhas, montavam espectáculo ao longo do caminho. Estações do ano, bem definidas e cada uma sabia exactamente a sua altura de brilhar e contemplar com sua magia.
A paixão pela vida era característica comum aos habitantes. O sorriso fazia parte essencial do dia, cura de todas as maleitas. O Amor era vivido para sempre, como nos contos de fadas. Não havia discussões, vida tão curta não permitia perder tempo… Energia era necessária para causas mais nobres.
Na Bola de sabão construi meu Mundo e nele quero viver. Sem barulhos que ferem ouvidos, cheiros nauseabundos que intoxicam própria alma, poluição que ganha terreno à própria vida, doenças que alastram tornando cada um em morto-vivo… Traições que aniquilam amizades em troca de lugares, carreiras, protagonismos…
Na Bola de sabão durmo, sonho, ACORDO!!!....
NÃÃÃÃÃOOOOO!!!... (Puuuff!!)
Abro os olhos para o mundo…
Nada é igual…
Mas tento viver…
Sobreviver…
Como se habitasse na bola de sabão.
Dentro da bola de sabão reinava a calma, a paz, o silencio… Como se fosse um sonho. Nas suas paredes via constantemente as cores do arco-íris. As sete entrelaçavam-se entre si dando origem a todas as outras. O céu era azul com padrão branco nuvem, os campos eram pintados de todas as tonalidades de verde, manchados pela cor de cada flor. Belas! Eram tantas! Espalhando seu perfume pelo ar… Inspirava aquele aroma, meu oxigénio dentro da bolha. O Mar, ondulava ao ritmo da dança de seus habitantes cuja música era seu rebentar. Límpido, sereno, meu habitat onde mergulhava e convivia com seres de outra espécie.
Stress era palavra que não constava no idioma falado, escrito… Nem medo, nem discriminação, nem adjectivos eram utilizados em comparações. Cada qual era como era… Todos tinham uma função, todos eram importantes, todos faziam falta ou talvez não. Ninguém dependia de ninguém, cada um sabia sua responsabilidade, sem necessidade de a mandar ou fazer cumprir horário.
O Sol, a Lua, as estrelas, guiavam o dia. Harmonia entre o Ser e a Natureza permitia usufruir de algo que não era o Paraíso, mas estava perto. Serras, vales, montes, mares, florestas invioláveis num postal ilustrado que era a Bolha. O poder instituído era o respeito. Nem direitas, nem esquerdas, nem centros, ditaduras, reinados. Subalternos existiam sim, mas fora da Bola de sabão.
Pássaros voavam cantando, pousando no ombro, oferecendo música ambiente ao dia. Sapos coaxavam nas poças da chuva avisando perigo. Borboletas, libelinhas, montavam espectáculo ao longo do caminho. Estações do ano, bem definidas e cada uma sabia exactamente a sua altura de brilhar e contemplar com sua magia.
A paixão pela vida era característica comum aos habitantes. O sorriso fazia parte essencial do dia, cura de todas as maleitas. O Amor era vivido para sempre, como nos contos de fadas. Não havia discussões, vida tão curta não permitia perder tempo… Energia era necessária para causas mais nobres.
Na Bola de sabão construi meu Mundo e nele quero viver. Sem barulhos que ferem ouvidos, cheiros nauseabundos que intoxicam própria alma, poluição que ganha terreno à própria vida, doenças que alastram tornando cada um em morto-vivo… Traições que aniquilam amizades em troca de lugares, carreiras, protagonismos…
Na Bola de sabão durmo, sonho, ACORDO!!!....
NÃÃÃÃÃOOOOO!!!... (Puuuff!!)
Abro os olhos para o mundo…
Nada é igual…
Mas tento viver…
Sobreviver…
Como se habitasse na bola de sabão.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Toca o sino
Toca o sino…
Hora a hora
Meia hora
Badalada
Vento leva
E longe escuto
O seu bater…
Toca o sino…
Donzela adormecida
Levanta-se de seu leito
Abre janela
Deixa som entrar
E longe escuto
O seu acordar…
Toca o sino…
Dançando alegremente
Badala, badala
Chama o povo
Para reza de domingo
E longe escuto
O seu cantar…
Toca o sino…
No alto da torre habita
Pomba, gaivota
Rola
Perfeita harmonia
E longe escuto
O seu voar…
Toca o sino…
Dia a dia
Marcando tempo
Dia a dia
Não esquecendo
E longe escuto
Sinto, vivo
A saudade…
Toca o sino…
Badalo da vida
Embala suspirando
Toca, vibra
Alegremente
Ecoando
Em teu corpo
E longe escuto
O ressoar da paixão
Batendo meu coração
Por cada tocar de sinos.
Hora a hora
Meia hora
Badalada
Vento leva
E longe escuto
O seu bater…
Toca o sino…
Donzela adormecida
Levanta-se de seu leito
Abre janela
Deixa som entrar
E longe escuto
O seu acordar…
Toca o sino…
Dançando alegremente
Badala, badala
Chama o povo
Para reza de domingo
E longe escuto
O seu cantar…
Toca o sino…
No alto da torre habita
Pomba, gaivota
Rola
Perfeita harmonia
E longe escuto
O seu voar…
Toca o sino…
Dia a dia
Marcando tempo
Dia a dia
Não esquecendo
E longe escuto
Sinto, vivo
A saudade…
Toca o sino…
Badalo da vida
Embala suspirando
Toca, vibra
Alegremente
Ecoando
Em teu corpo
E longe escuto
O ressoar da paixão
Batendo meu coração
Por cada tocar de sinos.
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