Quero
Conhecer o mundo
Países, cidades, vilas
Viajar pelos continentes...
Atravessar a rua bastava
Ou apenas olhar pela janela.
Quero
Correr pelos campos
Sob sol, chuva, neve
Praias, serras, vales...
Atravessar a rua bastava
Ou apenas olhar pela janela.
Quero
Ir ao cinema
Teatro, musical, circo
Tivoli, Coliseu, Atlântico
Broadway, New york, Salzburgo...
Atravessar a rua bastava
Ou apenas olhar pela janela.
Quero
Dançar a valsa
Salsa, samba, tango
Corridinho, bailinho...
Atravessar a rua bastava
Ou apenas olhar pela janela.
Quero
Partilhar sentimentos
Alegrias, tristezas, medos
Rir, chorar, suspirar
Zangas, barulhos evitar...
Atravessar a rua bastava
Ou olhar pela janela
Quero
Atravessar a rua
Olhar bem perto sua beleza
Encantar-me pelo olhar
Mil sorrisos guardar
Outros tantos beijos dar
E deixar de olhar pela janela.
Quero
viver!...
Namorar, casar, morrer
Pai, avô, netos.
Sem atravessar a rua
Todos juntos à janela.
Quero
Sonhar!...
Pensar, idealizar, constatar
Do outro lado da rua
Habita uma geração
Descendência, sucessão…
Atravessam sem medo a rua,
Olham por nós
Onde estivermos…
Não só pela janela.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Sombra
Sombra
Que persegue
E apanha o Ser
Sem o Ser entender.
Sombra
Que entra na vida
Sem vida perceber
Sua presença.
Sem entender, perceber
Escuridão que assombra
Luz da vida.
Sem compreender
Noite
Em pleno dia.
Sombra
Que persegue Felicidade
Acabando encantamento.
Negra cor
Que se intromete
Em arco-íris
Luzidio.
Célula maligna
Que invade corpo são.
Predador
Garras, dentes afiados
Feroz animal
Atacando sua presa.
Sombra intrometida
No amor de Julieta e Romeu…
Não!!...
Luz que encanta vida
E dá chama à paixão
Luz que ilumina
Amor de mortais
Luz que reina
Histórias de imortais…
Vence esta sombra surgida
Que se quer alastrar
Dissipa-a
Extermina-a
Sem vida abalar
Amor, Paz
Sempre reinar.
Que persegue
E apanha o Ser
Sem o Ser entender.
Sombra
Que entra na vida
Sem vida perceber
Sua presença.
Sem entender, perceber
Escuridão que assombra
Luz da vida.
Sem compreender
Noite
Em pleno dia.
Sombra
Que persegue Felicidade
Acabando encantamento.
Negra cor
Que se intromete
Em arco-íris
Luzidio.
Célula maligna
Que invade corpo são.
Predador
Garras, dentes afiados
Feroz animal
Atacando sua presa.
Sombra intrometida
No amor de Julieta e Romeu…
Não!!...
Luz que encanta vida
E dá chama à paixão
Luz que ilumina
Amor de mortais
Luz que reina
Histórias de imortais…
Vence esta sombra surgida
Que se quer alastrar
Dissipa-a
Extermina-a
Sem vida abalar
Amor, Paz
Sempre reinar.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O mais belo dos dias
Noite escura, breu
Céu estrelado
Cintilante
Brilho de teu olhar
Faz das trevas novo dia.
Madrugada
Nasce o Sol
Encanto de teu sorriso
Rejuvenesce novo dia.
Meio-dia
Sol coberto, encoberto
Chuva, granizo, neve
Apenas tua presença
Faz do dia Primavera.
Entardece
Pôr-do-sol
Fim do dia…
Olhar brilha, sorris
Conjugados
Iluminas uma vida
E fazes do dia
Apenas e só ser
O mais belo
Dos dias.
Céu estrelado
Cintilante
Brilho de teu olhar
Faz das trevas novo dia.
Madrugada
Nasce o Sol
Encanto de teu sorriso
Rejuvenesce novo dia.
Meio-dia
Sol coberto, encoberto
Chuva, granizo, neve
Apenas tua presença
Faz do dia Primavera.
Entardece
Pôr-do-sol
Fim do dia…
Olhar brilha, sorris
Conjugados
Iluminas uma vida
E fazes do dia
Apenas e só ser
O mais belo
Dos dias.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Tejo Douro
Tejo!
Amigo confidente de uma vida.
Tágides que habitam em ti
Embelezando teu leito,
Espelhando Lisboa.
Mandai pelotão de gaivotas
Mensageiras da verdade
Ao curvilíneo Douro.
Gaivota que encabeça missão,
Levai em teu bico
Beijo sem demora,
Levai em tuas asas
Mimo fraterno de um abraço.
Corre suas margens
Desde a Foz à Ribeira.
Abraça Invicta Porto
Cidade universal.
Sobrevoa telhados,
Cúpulas, mil igrejas, capelas.
Clérigos, Santa Clara, Sé,
Carmo, Carmelitas
S. Pedro Miragaia.
Em S. Martinho de Lordelo pousa
Ouve cantar sinos
Badaladas de um coração.
Gaivota!
Grasna, guincha
No parapeito
Onde saudade mora
Alma sente.
Grasna, guincha
Alegremente, vivamente
Entrega mensagem,
Guarda imagem, seu sorriso.
Por uns minutos descansa
Ganha fôlego, energia
Volta ao cais de partida.
Depressa!
Voa depressa, bem alto
Ansiedade espera
Tua chegada, entrega...
Sorriso por ti guardado
Por mim saudoso.
Sorrio, descanso
Neste rio que é Tejo
Pensando Douro
Sorrio, descanso
Nesse sorriso que é Douro
Não esquecendo Tejo.
Amigo confidente de uma vida.
Tágides que habitam em ti
Embelezando teu leito,
Espelhando Lisboa.
Mandai pelotão de gaivotas
Mensageiras da verdade
Ao curvilíneo Douro.
Gaivota que encabeça missão,
Levai em teu bico
Beijo sem demora,
Levai em tuas asas
Mimo fraterno de um abraço.
Corre suas margens
Desde a Foz à Ribeira.
Abraça Invicta Porto
Cidade universal.
Sobrevoa telhados,
Cúpulas, mil igrejas, capelas.
Clérigos, Santa Clara, Sé,
Carmo, Carmelitas
S. Pedro Miragaia.
Em S. Martinho de Lordelo pousa
Ouve cantar sinos
Badaladas de um coração.
Gaivota!
Grasna, guincha
No parapeito
Onde saudade mora
Alma sente.
Grasna, guincha
Alegremente, vivamente
Entrega mensagem,
Guarda imagem, seu sorriso.
Por uns minutos descansa
Ganha fôlego, energia
Volta ao cais de partida.
Depressa!
Voa depressa, bem alto
Ansiedade espera
Tua chegada, entrega...
Sorriso por ti guardado
Por mim saudoso.
Sorrio, descanso
Neste rio que é Tejo
Pensando Douro
Sorrio, descanso
Nesse sorriso que é Douro
Não esquecendo Tejo.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Tempo (carta aberta)
Tempo!...
Porque corres quando campos ficam em flor, pássaros regressam fazendo ninho, quando crianças se refugiam em brincadeiras fugindo da dura vida dos adultos!?
Para onde vais!? Qual a pressa de separar quem ama e vê em ti obstáculo. Porque não páras tu quando a felicidade está presente, quando a alegria reina a vida!? Porque cortas tu esse bem-estar!?
Tempo!...
Porque corres lentamente quando a agonia e a infelicidade reina!? Quando lágrimas brotam de olhos inchados e deslizam pelo rosto caindo no vazio, quando a vida é feita de desgraça, não fazendo sentido...
Tempo!...
Corre depressa quando a saudade precisa de ti para a matar. Corre! Não pares quando a separação é o dia-a-dia e precisa de ti para se encontrar. Corre! Corre! Velozmente que alguém precisa de ti para amar.
Tempo!...
Quem controla teu mecanismo dispensando o "pause" nos momentos de paixão... Não carrega no "Forward" quando não fazes qualquer sentido e se quer que passes à frente… Quando o "Stop" deveria ser accionado perante uma briga, guerra ou conflito…
Tempo!...
Pára!... Não te movas! Deixa o que é belo fazer escola. Deixa descansar quem necessita recuperar forças, deixa quem se abraça sentir prazer do gesto, deixa que o beijo se prolongue eternamente… não deixes a despedida acontecer.
Tempo!...
Dá vida eterna a quem ama e deixa teus ponteiros descansar, deixa grão de areia na ampulheta não cair, guarda as badaladas que não se querem escutar…
Corre! Dá corda, adianta ponteiros, solta badaladas, faz de uma só vez cair grãos de areia diminuindo distâncias, diminuindo ausências de afectos ultrapassando maus momentos que não ficam para a história. Quebra rotinas sem sentido, brota sensações positivas nesse espaço.
Tempo! Acredita ser capaz. Acredita que o mundo é bem melhor se souberes contemplar quem de ti precisa para amar e fazer o bem.
Tempo! Que estou para aqui a dizer!?... Porque te culpo eu, quando somos nós quem te controlamos...
Quando devia estar a dizer a alguém o que sinto e perco-me aqui escrevendo-te… em vão.
Tempo, Escuta!... Não te dou mais atenção. Parado ou a correr, garantirei que cada teu segundo, grão de areia, badalada valha a pena.
Tempo!... É tempo de Amar
É tempo de Viver...
Porque corres quando campos ficam em flor, pássaros regressam fazendo ninho, quando crianças se refugiam em brincadeiras fugindo da dura vida dos adultos!?
Para onde vais!? Qual a pressa de separar quem ama e vê em ti obstáculo. Porque não páras tu quando a felicidade está presente, quando a alegria reina a vida!? Porque cortas tu esse bem-estar!?
Tempo!...
Porque corres lentamente quando a agonia e a infelicidade reina!? Quando lágrimas brotam de olhos inchados e deslizam pelo rosto caindo no vazio, quando a vida é feita de desgraça, não fazendo sentido...
Tempo!...
Corre depressa quando a saudade precisa de ti para a matar. Corre! Não pares quando a separação é o dia-a-dia e precisa de ti para se encontrar. Corre! Corre! Velozmente que alguém precisa de ti para amar.
Tempo!...
Quem controla teu mecanismo dispensando o "pause" nos momentos de paixão... Não carrega no "Forward" quando não fazes qualquer sentido e se quer que passes à frente… Quando o "Stop" deveria ser accionado perante uma briga, guerra ou conflito…
Tempo!...
Pára!... Não te movas! Deixa o que é belo fazer escola. Deixa descansar quem necessita recuperar forças, deixa quem se abraça sentir prazer do gesto, deixa que o beijo se prolongue eternamente… não deixes a despedida acontecer.
Tempo!...
Dá vida eterna a quem ama e deixa teus ponteiros descansar, deixa grão de areia na ampulheta não cair, guarda as badaladas que não se querem escutar…
Corre! Dá corda, adianta ponteiros, solta badaladas, faz de uma só vez cair grãos de areia diminuindo distâncias, diminuindo ausências de afectos ultrapassando maus momentos que não ficam para a história. Quebra rotinas sem sentido, brota sensações positivas nesse espaço.
Tempo! Acredita ser capaz. Acredita que o mundo é bem melhor se souberes contemplar quem de ti precisa para amar e fazer o bem.
Tempo! Que estou para aqui a dizer!?... Porque te culpo eu, quando somos nós quem te controlamos...
Quando devia estar a dizer a alguém o que sinto e perco-me aqui escrevendo-te… em vão.
Tempo, Escuta!... Não te dou mais atenção. Parado ou a correr, garantirei que cada teu segundo, grão de areia, badalada valha a pena.
Tempo!... É tempo de Amar
É tempo de Viver...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Linhas paralelas
Segue…
E nele segue.
Linhas paralelas
Destino definido.
Paragens intermédias
Pausas intermináveis.
Atravessa rios,
Pontes de duas almas
E um só fado
Sobe, desce serras.
Corta campos, terriolas a meio.
Postes, casas, árvores
Tudo para trás
Como se andassem em sentido contrário da vida.
Só ele vai bem… (sensação!...)
Direccionado à presença
Cujo nome é estação, apeadeiro final.
E segue...
Coração!
Máquina humana
Sem descarrilar, segue…
Acelera no caminho da certeza
Trava em caminhos incertos.
Mas não pára.
Não pode parar… atrofiar, morrer.
Horário cumprido
É o matar d`ansiedade
Chegar ao destino
É o aniquilar da saudade.
Culminar da viagem
Abraço, beijo dado
Palavras trocadas
Em sorridente silêncio.
Segue…
E nele regressa
Linhas paralelas
Afastando-se da vida
Onde mora felicidade.
Apita na despedida
Gritando, aumentando saudade
Lágrima nos olhos… segue.
Linha paralela
Afasta, distancia…
Quem um dia há-de juntar.
E nele segue.
Linhas paralelas
Destino definido.
Paragens intermédias
Pausas intermináveis.
Atravessa rios,
Pontes de duas almas
E um só fado
Sobe, desce serras.
Corta campos, terriolas a meio.
Postes, casas, árvores
Tudo para trás
Como se andassem em sentido contrário da vida.
Só ele vai bem… (sensação!...)
Direccionado à presença
Cujo nome é estação, apeadeiro final.
E segue...
Coração!
Máquina humana
Sem descarrilar, segue…
Acelera no caminho da certeza
Trava em caminhos incertos.
Mas não pára.
Não pode parar… atrofiar, morrer.
Horário cumprido
É o matar d`ansiedade
Chegar ao destino
É o aniquilar da saudade.
Culminar da viagem
Abraço, beijo dado
Palavras trocadas
Em sorridente silêncio.
Segue…
E nele regressa
Linhas paralelas
Afastando-se da vida
Onde mora felicidade.
Apita na despedida
Gritando, aumentando saudade
Lágrima nos olhos… segue.
Linha paralela
Afasta, distancia…
Quem um dia há-de juntar.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Caminho
Caminho…
Trilho pegadas em fina areia
Entre dunas e mar agreste
Sol encoberto, aragem forteChicoteia corpo, fere alma.
Neptuno irado apaga rasto
Passos perdidos sem destino
Mente pesada, procurando paz
Extenso areal, reflexão
Sossego, silêncio, confissão.
Rebentação, salpicos salgados
Dá-me a mão, escuta palavras
Tempera o Ser
Faz-se luz.
Caminho…Sol brilhante, bronzeia corpo
Vento ameno refresca alma
Gaivota perdida, encontra rumo
Veleiro solitário, atraca bom porto.Mar calmo, sereia perdida
Trilhos seguidos, caminhos cruzados
Esperança esquecida, agora encontrada.
Caminho…
Junto ao mar…
Ouvindo seu cantar
Abraçando sua presença
E mesmo na sua ausência
Caminho de mão dada, suspirando
Acarinhado pelos deuses
Sigo corrente, nosso trilho
Até onde o vento nos levar
Permitindo sonhar,
Vivendo…
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