Segue…
E nele segue.
Linhas paralelas
Destino definido.
Paragens intermédias
Pausas intermináveis.
Atravessa rios,
Pontes de duas almas
E um só fado
Sobe, desce serras.
Corta campos, terriolas a meio.
Postes, casas, árvores
Tudo para trás
Como se andassem em sentido contrário da vida.
Só ele vai bem… (sensação!...)
Direccionado à presença
Cujo nome é estação, apeadeiro final.
E segue...
Coração!
Máquina humana
Sem descarrilar, segue…
Acelera no caminho da certeza
Trava em caminhos incertos.
Mas não pára.
Não pode parar… atrofiar, morrer.
Horário cumprido
É o matar d`ansiedade
Chegar ao destino
É o aniquilar da saudade.
Culminar da viagem
Abraço, beijo dado
Palavras trocadas
Em sorridente silêncio.
Segue…
E nele regressa
Linhas paralelas
Afastando-se da vida
Onde mora felicidade.
Apita na despedida
Gritando, aumentando saudade
Lágrima nos olhos… segue.
Linha paralela
Afasta, distancia…
Quem um dia há-de juntar.
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