sábado, 13 de outubro de 2012

Lágrimas de saudade



Não limpes as lágrimas, que correm em meu rosto
São lágrimas de amor
Não de qualquer desgosto.

Lágrimas de paixão,
Que fertilizam minha vida
Indo ao coração
Em cada despedida.

Não limpes as lágrimas, que correm em meu rosto
São lágrimas de saudade,
De ti, divindade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Que Vale!?



Que vale sol brilhar, se não te reflecte no olhar
Abelha criar doce mel, se não distingues no paladar
E o palhaço levantar plateias, se o esboçar do sorriso não te sai
De que vale ter medo da morte, se a vida não viveres
E o caminho que se corre, sem a um destino chegares
De que vale duvidar, se não for existencial
Que vale rezar e amar um Deus, se não souberes perdoar
Que vale ter vergonha, não o tendo de pecar
De que vale todo este Mundo, se não souberes aproveitar
De que vale esta Vida, se não a souberes partilhar
Que vale tua voz, se não a souberes escutar
De que vale o quanto vales, se outros não valorizares
De que vale questionares, se nas respostas... não pensares.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Palavra


Palavra que flutua
Viaja ao sabor do vento
Se perde na hora do tempo,
Que assenta em gelo
E derrete à medida que é citada.
Quanto custa uma palavra que vigora eternidade!?
E não se esquece, nem se perde algures no passado!?
Palavras que custam confiança,
Ditas, sentidas com vigor teatralizado e que nada valem,
Vigorando o interesse do momento.
Quanto custa uma palavra,
Dita, sentida como lei, dogma da seriedade!?
Cravada na mente, lembrada em qualquer momento,
Para além do tempo.
Palavra!
Ouro deste século,
Raridade do Mundo d`hoje
Conhecer-se
Homem de palavra.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Não um, mas três balões pelo ar


Subiram dois no ar
Entre dezena de milhar.
Que empenho
Dedicação
Fervor amador
Nesta festa popular.
Após acesa a tocha
E a chama controlar,
Ar quente os ergueu
E não mais
(felizmente)
Os devolveu.
Céu limpo, colorido
Estrelado de balões
O primeiro
Na ribeira...
No cais da estiva
Se elevou.
Subiu, subiu
Mesmo antes
Do foguetório
E até perder de vista
O Douro atravessou
E em Gaia Pairou.
Foi o Nosso
Mesmo primeiro
Flutuar de emoções
Na festa Joanina
Já sabíamos,
Quem diria
Da arte secular
De balões lançar.
O segundo
Bem maior,
Confiança, adrenalina
Alta ia já hora
Anoitecer, madrugada
Largo de S. Domingos.
Entre prédios se ergueu
Perante vidrantes olhares
E tão bocas de pasmar
Já não era divina sorte
Fruto do acaso
Fácil o segredo:
Conjugação de equipa
E muita amizade.
O terceiro reza
A história
Fez o seu voo primeiro
Do coração partiu,
Pr`a outros foliões
Ainda embrulhadinho
Repartindo assim prazer
Brincadeiras, emoções
Em noite de S. João.

Fotografia de Miguel Jardim
(Com: Isabel Ribeiro, Maria João Drumond, Ana Manuela Ribeiro, Miguel Jardim e eu)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pico do Castelo


Caminho…
Contigo, só com Deus.
No silencio da Natureza
Onde pássaros esvoaçam
E sardaniscas se afastam
A cada nosso passo
Escondendo-se, refugiando-se
Em Muros de pedras soltas.

Onde o vento sopra
Sem darmos conta
Do quanto o Sol
Que brilha, queima
Pele de nosso corpo.
Caminho…
Pelo trilho,
Que leva ao cume
Onde nuvens
Se juntam a nós
E o céu se encontra
Mais perto.
Caminho…
Contigo até ao cimo,
Onde Deus
Está mais perto
E presencia
Teu sorriso em flor
Ali, naquele pico
Do Castelo,
Árido, de pouca flora
Onde se avista
Todo um Céu,
Beijar imenso Mar…
Em Porto Santo.

sábado, 12 de maio de 2012

Dó-Ré-Mí


Música que soa
Ecoa em meu coração.
Notas na pauta
Escritas, tocadas
Na perfeição.
cil harmonia como seu Ser
gia melodia, encanto seu.
MIgra a escala, abandono meu poiso
FÁcies encanta, beleza divina
SOL! Seu olhar, que sorri com gosto.
grima de dor, não quero em seu rosto
SInto orquestra tocar enamorada
-ré-mi`nh`alma apaixonada.
E em bis distinto,
Ressoa, escuto
Ária de vida
Amor, querida.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa


Todos temos problemas… Uns mais que outros, é verdade, mas todos temos situações difíceis em nossas vidas com que temos de lidar.
Todos temos uma cruz a carregar nesta vida. Uns são mais fortes, conseguindo assim, carregar a sua e a de outros. Haja força psicológica e mentalidade positiva, pensar que o amanhã irá ser bem melhor. Nossa vida, não é mais que nossa via-sacra, o caminho que percorremos para atingir a felicidade, ultrapassar dificuldades. Há que acreditar na ressurreição… Há que acreditar que nossa vida ressuscita em cada sorriso, em cada alegria, em cada obstáculo ultrapassado, por cada estação de sofrimento, por cada Paixão.
A Páscoa é isto, uma passagem para uma nova vida, lutar e vencer, ajudar o próximo nas dificuldades que encontra. É reflectir, é meditar, é ter
Após o calvário, há sempre um Céu que se abre para nós, para nossa vida. E esta, somos nós que a construímos, independentemente do destino traçado. 
Uma feliz e Santa Páscoa para todos